sexta-feira, 8 de julho de 2011

Gramado Zoo, um programa imperdível com ou sem lanche


Pipoca e sorvete são lanchinhos básicos, comuns e normais. Porém, dependendo do momento, da história e de tudo que envolve esse “snack experience”, uma pipoca e um sorvete podem ganhar status de um belo banquete no meio de uma tarde ensolarada. Quer saber como? Siga as placas em direção ao Gramado Zoo.
O Zoo de Gramado é um dos zoológicos mais civilizados, organizados, politicamente corretos e agradáveis que já visitei na minha vida. Neste lindo parque, você só vai encontrar animais da fauna brasileira (ou seja, não espere elefantes ou girafas, ok?). 
A aventura inicia em meio a uma multidão de pássaros soltos. 
Olha o Blu - do filme Rio - , ele está por toda a parte. 
Só recomendo muita atenção e cuidado. Em nossa visita, este pássaro  amarelinho, aparentemente inofensivo, machucou o dedo da minha afilhada, e foi feio.
Todo o trajeto do Zoo é feito a pé (ou de carrinho, no caso dos pequenos) em uma caminhada agradável.
Na metade do caminho, encontramos a lancheria em formato de oca indígena. As crianças precisam muito desta paradinha para descansar. As mães com bebês poderão trocar as fraldas no banheiro e alimentar os seus filhotes. 
A gente aproveitou para acalmar a Antônia (que machucou o dedinho) e fazer uma boquinha. 
Sorvete para a Catarina ...
...e pipoca para o Matias e a Antônia. 
O local oferece outros lanches e até o famoso “Guabi” – um crepe diferentão. Não experimentamos porque a nossa fome não era para tanto.
Ainda bem que as crianças não viram este copo.
Depois de alimentar os nossos filhotes, seguimos o caminho...
... e encontramos alguns funcionários radiantes com o nascimento de um filhote de puma (algo raríssimo por ser um animal em extinção e, ainda, viver em cativeiro). Infelizmente, o puminha da foto não sobreviveu. Mas o lado bom da história foi que seu irmão gêmeo nasceu no dia seguinte a nossa visita. O filhote cresceu, apareceu nos jornais e o público já pode visitar a ferinha por lá.
Ainda não vimos o tal puma, mas naquele dia encontramos outros animais fofos no berçário.
E, assim como na Disney, o passeio se encerra em uma lojinha cheia de animais peludos. Como a vovó estava presente em nosso tour, todas os netinhos ganharam mimos. O Mojo comprou um livro interessante sobre os animais do zoo (recomendo!).
Os lanchinhos custaram R$ 12. Para os mais aventureiros, o Zoo oferece um safári noturno. Alimentamos bem a nossa vontade de visitar esse lugar incrível.

RS 115, a 5 km do centro de Gramado.
Gramado - RS
Diariamente das 9h às 17h
Ingressos: de R$ 15 a R$ 18 (menores de 2 anos não pagam)
Programação especial p/ ferias de julho no site

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Villa Michelon, Terra Nostra na noite de sábado


Sábado à noite, Vale dos Vinhedos, vinhos... ah, bem que eu queria jantar fora como fez a minha irmã. Ela levou o namorado num jantar harmonizado (e romântico) na pousada Don Giovanni. Claro que ela voltou encantada e falando mil maravilhas. O negócio é que eu estava em Bento com as crianças e nenhuma babá (nem mãe ou sogra), ou seja, a melhor opção, no meu caso, era ficar no hotel Villa Michelon, ver o Jornal Nacional, curtir o jantar temático da Itália e dormir cedinho (olha que programão!).Va bene, va bene!
O ambiente é o mesmo do café da manhã. Iluminado demais para o meu gosto. As crianças jantaram antes dos adultos. Galeto e massa fizeram a alegria da garotada à mesa. Gente, buffet italiano para essa gurizada não tem erro.
Gostei dos copinhos kids da Tramontina. Tipo do toque simples e “very bambini friendly.”
Santa Eliane, a recreacionista. Depois do jantar, ela levou a turma para a recreação.
Pronto, agora podemos tomar o nosso vinho e experimen... surpresa! Os cantores e dançarinos do Coral Terra Nostra chegaram.
Achei que eu estava num tour do trem Maria Fumaça ou num capítulo da novela Terra Nostra da Globo. Confesso que foi divertido, até a iluminação do ambiente melhorou. "Merica, Merica, Merica..."
Apesar do buffet e ambiente simples, sem velas ou muitas pompas, alguns pratos surpreenderam positivamente. Foi o caso da polenta brustolada na chapa com um queijinho derretido...nossa, show de bola. O queijo frito também estava matador. 
Uma saladinha da horta do hotel, com direito a um belo radicci.
 Outro prato merecedor de destaque foi a fortaia. Sou fã desta omelete italiana.
Quase nem sobrou espaço para o capeletti, as massas e o galeto. Eu já estava satisfeita e feliz com “as minhas entradinhas”.
 O jantar italiano do Villa Michelon acontece só aos sábados quando o hotel está cheio. Custou R$ 38 por pessoa (mais a bebida) e não cobraram as crianças. Adoramos. Arrivederte!

RS 444 KM 18,9 Estrada do Vinho
Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves / RS

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A torrada de pão colonial da Casa de Cucas




Em nosso final de semana em Bento, saímos cedinho de Porto Alegre e seguimos felizes a caminho do Vale dos Vinhedos. O estômago de toda a família já estava roncando quando fizemos um pit stop pela estrada afora para um clássico café da manhã na Casa de Cucas.
As "culpadas" por esta parada foram a Aline e a Libriane (queridas dindas!) que fizeram uma propaganda enorme da torrada de pão caseiro.  
Elas falaram que a tal torrada (ou misto quente para quem não é gaúcho) da Casa de Cucas era tão boa ou melhor que a do Maquiné de Osório. Vamos ao teste da torrada de pão caseiro com presunto e queijo... humm
Nossa, é uma comparação difícil. Resultado final: amamos as duas da mesma forma, a do Maquiné e a da Casa de Cucas são nota MIL. Aproveitei a onda colonial e já pedi um café completo para uma pessoa. O menu do café: café com leite, suco, fruta, queijo e salame colonial, nata, geleia e... 
...uma cuca fresquinha (quitute típico da colônia alemã – um mix de pão e bolo com farofa doce).
Tudo ótimo, mas matadora mesmo foi torrada. A Catarina também pediu um bolo de cenoura. O Matias foi de leitinho com Nescau. 
O resultado de tanto exagero foi levar no carro uma vianda para os lanchinhos da tarde.
Enquanto o Mojo pagava a conta, dei uma volta com as crianças pelas especialidades da casa. 
Por lá, encontramos até utensílios de cozinha típicos gaúchos. 
E, é claro, o pão colonial e as cucas de vários sabores.
A conta do café da manhã (com sobras para o lanche da tarde) foi de R$ 26. Começamos bem a viagem para Bento.
CASA DE CUCAS MAURER
Rod. RS 240, 1401 km 7  - RS
Fone: (51) 3562 3093

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Un’ Altra Volta, para deixar os Bosques de Palermo ainda mais gostosos

Pode parecer estranho falar de sorvete quando está um frio de rachar lá fora. Só que em Buenos Aires, sorveteria e inverno combinam tão bem quanto fondue e Gramado. E mais: a Un’ Altra Volta não é qualquer sorveteria. Além de ser também uma cafeteria e chocolateria, tem uma de suas filiais localizadas em frente ao Parque de Palermo (leia-se Zoo, El Rosedal, Jardim Botânico, Jardim Japonês e só alegrias!). Valeu, Geraldo Figueiras e Fernanda Paraguassu, pela dica deliciosa.
Nas mesinhas da rua, pessoas de todas as idades curtem o sol e o astral da imponente avenida El Libertador. Saímos de uma volta de bicicleta pelo parque e fomos aproveitar o fim de tarde na Un’ Altra Volta. O Zoo e "todo o verde" ao redor são vizinhos desta sorveteria.
Será que vou para o lado dos sorvetes ou dos chocolates e tortas?  Fiquei com o sorvete. Dá só uma olhada nas opções tentadoras com dulce de leche. 

Escolhi uma bola de doce de leite e outra de mousse de chocolate. O de doce de leite foi um dos melhores da minha vida. Se o Matias estivesse lá, enlouqueceria.
O Mojo mandou bem. Foi de torta brownie com doce de leite: sem explicação, ma-ra-vi-lho-sa. Eu deveria ter tomado um bom café, mas uma Coca light desceu melhor com tanto açúcar.
Eu não podia partir sem experimentar um dos chocolates belgas da Un’ Altra Volta. 
So in love with Volta....bom demais!
- E mais uns dois alfajores para levar, por favor!
Pagamos por volta de R$ 24. Acho que nenhuma volta pelos bosques de Palermo seria completa sem um pit stop na Un’ Altra Volta.

Libertador, 3060  (esq. Lafinur)
Buenos Aires - Argentina

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mamma Gema de Bento – as receitas das mammas e do Primo Camillo

Durante o meu final de semana em família no Vale dos Vinhedos, não sei quantas vezes passei pelo Mamma Gema – uma nova trattoria na entrada do hotel Villa Michelon onde estávamos hospedados. Nada chamou a minha atenção até a hora em que peguei o folhetinho do restaurante e li uma palavrinha mágica: “da família Primo Camillo”. Turminha, é lá que vamos almoçar. 
Logo que comecei a escrever o Destemperadinhos, a Bianca do Antonella Fashion comentou que o Primo Camilo (leia post Destemperados aqui), em Garibaldi, era um dos melhores restaurantes dessa região, e que a Chiara, a filhinha dela, amava. Sendo assim, se a Mamma e o Primo Camilo são “filhos do mesmo dono” – o Pessali e sua esposa Cledge, por que não experimentar? É tutti buona gente! 
Chegamos às 13h30 no restaurante com o meu filho querendo comer o meu fígado de tanta fome. E pelo número de pessoas em frente ao local – a maioria famílias da região - a espera prometia ser longa, muito longa. 
A quantidade de pessoas aguardando uma mesa só atiçou ainda mais a minha curiosidade (minha mãe me ensinou que restaurante cheio é um bom sinal!). Pensei rápido e tratei de conseguir um prato de spaghetti à bolonhesa para o Matias. Ele devorou a sua massinha em uma das mesas de espera. Nem deu tempo de fotografar, o guri foi rápido e lambeu o prato. Olha ele já na sobremesa..
Apesar do couvert excelente e algumas taças de champanhe (estamos no Vale, lembra?), nada amenizou a angústia de ver as horas passarem. O único feliz da vida, já comendo a sobremesa, era o Matias. “Mãe, podemos ir embora.”
Uma boa dica para quem for com crianças ao Mamma Gema é aproveitar a área verde do hotel Michelon enquanto aguarda a sua mesa. Foi difícil, mas sentamos, enfim. O mais charmoso no ambiente é o que cerca a casa: o campo e jardim imenso. 
Era um domingo e podíamos escolher entre os pratos à la carte ou os do rodízio. Por praticidade e muita fome, ficamos com o rodízio. Pulamos o couvert (já degustado durante a espera) e iniciamos os trabalhos com uma deliciosa salada verde com queijo colonial, finas fatias de salame e tomates secos. 
E mais champanhe do Vale dos Vinhedos para acompanhar. São diversos sabores de massas e molhos, carnes e temperos que passam e aguçam os paladares dos famintos. A proposta da casa é recriar os sabores das receitas das mammas. A maioria dos pratos ganha um toque de sofisticação, é claro. Como o carro-chefe (na minha opinião), o indescritível capeletti com funghi nativo. Os funghis são colhidos e selecionados pelo próprio proprietário (o Pessali do Primo Camillo). 
Pela primeira vez, minha filha comeu e adorou o espaguete à carbonara. 
Provamos também o risoto de alcachofra, o excelente penne com bacalhau, as carnes especiais, o espaguete ao sugo, o ravióli com gorgonzola e nozes ... é, os sabores são fartos e encantadores. 
A qualidade dos pratos impressionou, e nada tem “gosto de rodízio.” Ei, alguém resolveu comer novamente ...
Para sobremesa, duas opções. O sorvete com vinho (que segundo o Mojo estava maravilhoso)...
... e - alegria, alegria - os brigadeiros de colher nas canequinhas esmaltadas. Foram várias dessas canequinhas lindas.
Afora a espera interminável do início, tudo estava ótimo. O Mamma Gemma faz parte da série “restaurantes que voltaremos”.
Toda essa fartura gastronômica, com taças e garrafa de champanhe, saiu R$130. Mamma son tanto felice!
MAMMA GEMA TRATTORIA
RS 444, KM 18,9 Estrada do Vinho / Vale dos Vinhedos 
(na entrada do hotel Villa Michelon)  Bento Gonçalves – RS
Mais informações:  www.valedosvinhedos.com.br